quinta-feira, 22 de outubro de 2009

NATAL CRISTÃO ?

O QUE DIZ A BÍBLIA? Natal, 25 de dezembro, dia designado em nosso calendário como o dia do nascimento de Cristo. Mas é verdadeiramente o dia em que Jesus nasceu? São os costumes desta temporada de origem cristã, ou são o resultado de outra mescla entre o paganismo e cristianismo? É evidente que nosso Salvador não nasceu durante o inverno, pois quando Ele nasceu os pastores cuidavam de seus rebanhos no campo. Havia também pastores que na mesma terra guardavam ou cuidavam do seu gado nas vigílias da noite (Lc.2:8). Como é conhecido os pastores na Palestina não fazem este trabalho durante o inverno. Sempre trazem seus rebanhos das montanhas aos rediles antes de 15 de outubro. Com isto está claro que Cristo não nasceu na metade do inverno. As Escrituras dizem em que época do ano Jesus nasceu? Sim. As Escrituras indicam que Ele nasceu no outono. O ministério de nosso Senhor na terra durou três anos e meio.

Sua morte ocorreu no final da pascoa (Jo.18:39), o qual era na primavera. De forma que três anos e meios antes desta época foi o começo de seu ministério terreno, ou seja, outono. Portanto, quando Jesus começou seu ministério teria trinta anos (lc.3:23). Esta era a idade aceitável para que um sacerdote pudesse começar seu ministério, segundo o Antigo Testamento (Nm.4:3) De maneira que como Cristo começou seu ministério na idade de 30 anos e no outono, 30 anos atrás marcaria também seu nascimento no outono e não inverno.

Outra prova desta conclusão, temos que no dia em que Jesus nasceu José e Maria estavam em Belém oriundos desses povoados, pois todos os judeus se encontravam aderidos às terras de seus antepassados. José e Maria tiveram que fazer isto por causa da perseguição de Herodes contra o menino Jesus, o que causaria então, tanta aglomeração? O mais provável é que fosse a festa anual de outono, e que Maria e José participassem como bons judeus, porém desa vez, estavam no direito de abster-se devido ao estado de Maria, entretanto, tiveram que fazer devido a coincidência do decreto real para o alistamento, cada qual na cidade onde nasceu (Lc.2:2).

O QUE DIZEM AS ENCICLOPÉDIAS? A Enciclopédia Britânica, edição de 1946, diz: O natal não estava entre as festas primitivas da igreja...isto não foi instituido por Jesus ou apóstolos ou pela autoridade da Bíblia, mas foi copiado do paganismo.

A Enciclopédia Americana, edição 1944, diz: de acordo com várias autoridades, o natal não era celebrado nos primeiros séculos da igreja cristã, pois o costume cristão, em geral, era celebrar a morte das pessoas célebres e não o seu nascimento. A comunhão da Santa Ceia, que é instituida pala autoridade do novo testamento é um memorial da morte de Jesus. A festa de natal foi estabelecida em memória do nascimento de Jesus no século IV.

No século V a igreja ocidental ordenou ser celebrado o natal, para sempre, no dia da velha festa romana do nascimento do deus sol, pois não havia conhecimento certo do dia do nascimento de Jesus. Assim resolveram juntar a comemoração do nascimento do Salvador Jesus Cristo ao paganismo romano. E isto se comemora até o dia de hoje, mesmo nas igrejas de confissão evangélica. Muitas enciclopédias e outras autoridades afirmam que Jesus não nasceu em 25 de Dezembro. Mesmo a Enciclopédia Católica afirma este fato.

ORIGEM DAS RELIGIÕES. Se Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro, porque então esta data? Retrocedamos até a época do dilúvio. Neste tempo o homem estava tão podre, mental e fisicamente, que Deus o destruiu. No comando de satanás o mundo havia se convertido em asilo de loucos. Assim foi destruida toda a substância viva sobre a terra, desde o homem até as bestas, os répteis e as aves do céu foram tiradas da face da terra. E ficou somente Noé e os que estavam com ele na arca (Gn.7:2).

A partir da saída da arca, satanás começou a desenvolver um sistema religioso oculto que controlaria o mundo. Um sistema em que o povo pudesse crer, matar e morrer por ele. Para introduzir este sistema no mundo, usou duas pessoas: Samiramis e Ninrode, que historicamente se conhece como "filho e esposo de sua mãe".

Como dissemos, a partir da saída da arca, satanás atacou a Cão, um dos filhos de Noé que era débil. Cão gerou Cus e Cus gerou a Ninrode (Gn.9:6-8). Cão viu a nudes de seu pai Noé. Cus participou da primeira rebeldia contra Deus que foi a construção da torre de Babel. Ninrode reintroduziu o ocultismo e criou o sistema religioso pagão em vigor até nossos dias e se tornou o deus Sol (Baal), e seu símbolo é o sol.

Vejamos com mais detalhes como tudo aconteceu. Nessa época, o homem emigrou do oriente, chegou a uma planície na terra de Sinear e habitou ali (Gn.11:2). Aí Cus participou na construção de uma torre que chegasse ao céu. Um plano para governar o mundo, uma conspiração contra Deus. Porém Deus agiu rápido para impedir essa rebeldia, confundindo a língua. De repente não mais se entenderam e a construção da torre parou de imediato (Gn.11:7-9).

Assim o reino de Ninrode foi o primeiro a ser mencionado na Bíblia. Porém, Ninrode foi um rei não temeroso a Deus. A expressão "poderoso" vem do hebreu Gibor que significa "tirano" enquanto seu nome Ninrode significa rebelde.

De acordo com as lendas, seu tio-avô, Sem, que ainda vivia, não aguentando mais ver tanto pecado, matou Ninrode, cortou seu corpo em pedaços, queimou e espalhou pela cidade de Babilônia. O povo de Babilônia lamentou muito a sua morte. Entretanto, satanás já tinha um substituto para Ninrode. Era sua mãe e mulher Samiramis.

Samiramis era uma mulher muito bonita. Era tão linda que, diz uma lenda, numa certa ocasião na Babilônia, ocorreu um distúrbio e alguém viu Samiramis passando e o distúrbio cessou para vê-la passar. Por outro lado, era uma mulher astuta e perversa. Imediatamente que seu filho/ marido morreu, proclamou que ele agora era oficialmente um deus. O deus sol (Baal). Automaticamente ela se transformaria em uma deusa e chamou a si mesma de "rainha do céu", e ordenou que adorassem ao deus-solar. Assim ela assumiu o controle daquela religião e a esta transformou em uma religião de secretos, as sociedades secretas, promoveu o celibato, contrariando as leis de Deus sobre o casamento, instituiu as virgens vestais (ou freiras) , criou o confissionário para que todos confessassem com seus sacerdotes e ela tivesse o controle de tudo... por isso a bíblia diz: (JR 51:7) - Babilônia era um copo de ouro na mão do SENHOR, o qual embriagava a toda a terra; do seu vinho beberam as nações; por isso as nações enlouqueceram..

NASCIMENTO DO DEUS SOL - BAAL

A rainha de Babilônia, Samiramis, engravidou e disse ao mundo ser virgem. Deu à luz a um filho ilegítimo e o chamou de TAMUZ. Afirmou que Tamuz era a reencarnação de Ninrode. Consultou seus astrólogos e lhe disseram que 25 de Dezembro era o solstício de inverno, dia em que o sol está em seu ponto mais distante da Terra. Samiramis então ordenou ao mundo que comemorasse o aniversário de seu filho Tamuz, que também é Ninrode e é claro, o deus sol Baal, no dia 25 de Dezembro. Declararam que no dia 21 de dezembro, o sol ou Baal morre. Então no dia 24 de Dezembro, começa a ressuscitar, e no dia 25 de dezembro é o seu nascimento e aniversário.

Samiramis ordenou a seus sacerdotes que atuassem (eram professores da mentira, da magia e da ilusão) e a partir daí começaram a aparecer estátuas ou ídolos de Samiramís carregando o pequeno deus-sol (com o que isso se parece?). As histórias de Ninrode, Samiramis e Tamuz circularam por todo o mundo. Suas fábulas se tornaram popular na mitologia. Se conceberam deuses e deusas, todos baseados nesta gente. Chegaram a ser conhecidos como "família santa". Para enganar ao mundo com milagres mentirosos, satanás valeu-se de seus demônios para produzir uma imagem de Samiramis que aparecia em diversos lugares e em várias formas. Esses fenômenos se chamaram "milagres". Tais visões ou aparições ocorreram nas religiões pagãs sob vários nomes: Vênus, Diana, Isis, Madona, Guadalupe, Aparecida, Fátima.... Este sistema de idolatria se espalhou de Babilônia para todas as nações, pois foi deste lugar de onde se dispersaram os homens sobre toda a face da terra. Com suas línguas divididas, formaram suas nações e levaram consigo seus deuses (Ninrode, Samiramis e Tamuz), porém em diferentes nomes com seus respectivos mistérios e símbolos idólatras.

Como vimos anteriormente, Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro. Então como veio este dia fazer parte do calendário da igreja? A história nos dá a resposta. Como vimos anteriormente, ao invés de ser este o dia do nascimento de Jesus, este era o dia em que os pagãos, durante muitos séculos, celebravam o nascimento de seu deus solar. Isto demonstra o quanto se rebaicharam os líderes da Igreja apóstota em seus esforços para unir o paganismo com o cristianismo, até ao ponto de pôr o nascimento de Jesus em uma data que se harmonizasse com o calendário pagão do nascimento de Baal. Foi no século IV que a Igreja Católica Romana ordenou que o nascimento de Jesus fosse observado em 25 de Dezembro, o dia da antiga festa romana do solstício de inverno.

Nos dias do paganismo esta festa do nascimento do deus sol era popular especialmente dentro dos mistérios conhecidos como mitraísmo. Este festival era chamado a natividade. Mitra era um deus de origem egípcia adorado em roma na época do cristianismo, descendentes do deus Baphomet. Surgiu como um rival de Jesus Cristo, cujo aniversário também era comemorado em 25 de dezembro. Era representado com a cabeça de touro ou um touro-matador, parecido com um homem cabeça de bode. E não somente Mitra, senão também de Osiris, Orus, Hércules, Baco, Adonis, Júpiter, Tamuz e outros deuses, posto que eram todos procedentes da mesma lenda de Tamuz, com outros nomes. Todos eles haviam nascido na mesma época invernal conhecida hoje como Natal.

Na Babilônia o nascimento de Tamuz era celebrado nesta época de inverno com grande festa, celebrações e bebedeiras, como se celebra hoje em dia. A velha celebração se espalhou e chegou a ser um costume tão arraigado em Roma e Grécia pagãs nos dias dos bárbaros teutônicos, como em épocas remotas da civilização egipcia e em todas as partes este período era celebrado com festa e regozijo.

Quando este festival de inverno chegou em Roma, era conhecido como A SATURNÁLIA. Saturno nada mais era que outro nome de Ninrode ou Tamuz, como o "deus escolhido". Esta festa era a mais vil, imoral e degenerada que tanto desprestigiou Roma. Era uma época de libertinagem e bebedeiras, quando todas as restrições da lei eram postas de lado. Foi desta mesma festa romana que se tomou a celebração do nascimento de Jesus e que passou para a Igreja Católica Romana até a presente civilização. "É algo conhecido que a maioria de nossa relação com a temporada de Natal e as festas, dar presentes e sentimentos de amizade é uma herança do Festival de Inverno romano procedente da Saturnália, que provém do paganismo.

TROCA DE PRESENTES.

Tertuliano menciona a prática de trocar presentes nesta época como parte da Saturnália romana. Quando este festival foi adotado pela Igreja Romana, também se adotou este costume. Deste modo trataram de encontrar alguma similaridade entre o paganismo e cristianismo. Os líderes da Igreja apóstata disseram então que a troca de presentes era em recordação ao fato dos reis magos presentearem o menino Jesus. Porém não foi assim, os magos não trocaram presentes entre eles, mas sim, deram presentes a Jesus, o nascido Rei dos judeus. Dar presentes ao vir à presença de um Rei, era um costume oriental. Porém, esses presentes não eram presentes de nascimento. Os magos chegaram muito depois do nascimento de Jesus. Nesta época, Jesus já estava em sua casa (Mt.2:9-11), e não na manjedoura. Obviamente os presentes dos magos não eram presentes de Natal.

ÁRVORE DE NATAL

Jr.10:3-4 "Porque os costumes dos povos são vaidade; pois corta-se do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice, feita com machado; Com prata e com ouro o enfeitam, com pregos e com martelos o firmam, para que não se mova."

Uma fábula babilônica dizia que Samiramis, a mãe de Tamuz, afirmava que durante a noite, uma árvore verde se desenvolvia de um tronco morto. O tronco morto supostamente representava seu esposo morto. Ninrode, e a árvore de pinho chegou a ser símbolo de que Ninrode havia revivido na pessoa de Tamuz.

A idéia se propagou e se desenvolveu tanto que muitas nações têm suas próprias lendas de árvores sagradas. E assim, como outros ritos pagãos, também foram absorvidos pelo "cristianismo". Assim também foi o uso da árvore de Natal. A árvore de natal recaptula a idéia do culto com suas bolas brilhantes, simbolizando o sol e todas as festividades de inverno pagão foram incorporadas no dia de natal.

Diante disso, pergunto, natal é uma festa cristã?

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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

DA MENTE DE CRISTO À MODERNIDADE

Em toda a sua história, o Cristianismo sempre soube, bem ou mal, reconhecer, enfrentar e combater seus inimigos. Fossem ele teólogos, com suas heresias e desvios doutrinários; impérios, com seus reis e exércitos; ou mesmo demônios, com seus ataques sutis e enganosos, os cristãos sempre souberam discerni-los e reagir de forma a preservar a vocação da Igreja e sua aliança com o Criador. Discerni-los não era tarefa muito difícil, à exceção de algumas heresias que trouxeram, por certo tempo, confusão e divisão. Mas, mesmo sendo ameaçado com torturas e perseguições, todos os inimigos do Cristianismo foram enfrentados com coragem e fé, e contribuíram direta e indiretamente para o crescimento e fortalecimento da Igreja de Cristo, tanto na sua fé como na sua vocação.

Em nossa história mais recente vemos que o conflito deu-se basicamente no campo da fogmática. O liberalismo teológico do início do século foi, e continua sendo, o grande vilão que ameaça a integridade da fé evangélica, levantando dúvidas quanto às doutrinas básicas do cristianismo. A reação a esse "inimigo" foi o movimento fundamentalista que, a princípio, buscou resgatar e preservar os princípios fundamentais da fé cristã, mas que acabou sendo absorvido por outros valores teológicos e ideológicos, transformando-se ele mesmo numa outra ameaça. Atualmente, vivemos a redescoberta da "guerra espiritual", que atuam no mundo espiritual, cujo combate também se dá com as armas do Espírito. Essa guerra de natureza mais metafísica tem dominado quase todo o cenário dos conflitos da igreja evangélica nos últimos anos.

No entanto, hoje a Igreja se vê diante de uma nova realidade, que a ameaça e traz uma característica muito peculiar e incomum: não se trata de um inimigo. Pelo menos não no sentido em que os outros mostraram-se na história. A bem da verdade, trata-se mais de um aliado que oferece inúmeros recursos considerados imprescindíveis para o avanço do evangelho do que uma ameaça à fé e missão da igreja. Mas é exatamente aqui que mora o perigo. Ao mostrar-se como um aliado inofensivo, aceito e admirado por todos, que cria uma atmosfera de possibilidades e realizações, tira da Igreja a capacidade de discernir o que realmente está acontecendo à sua volta. E, sem que ela perceba, vai devagar minando suas bases até comprometer sua identidade.

Estamos falando da modernidade. Obviamente, não se trata de nenhum inimigo ideológico nem teológico, nem mesmo de um inimigo. É apenas a realidade constatada no chamado mundo civilizado. Ela está aí, admirada por todos, contribuindo com o que de melhor o homem pode experimentar. Mas paradoxalmente, ela traz também a maior ameaça e maior desafio que o cristianismo jamais experimentou. Refletir sobre a modernidade e seus desdobramentos sobre a fé e a missão da igreja é a grande tarefa que temos pela frente.

A ameaça que a modernidade traz não se encontra no campo da teologia dogmática, das formulações doutrinárias nem das confissões de fé da Igreja. Nada disso se encontra ameaçado de deformação ou extinção. Nem mesmo se trata de uma ameaça maligna, de um ataque satânico que poderia ser exorcizado mediante a "oração de guerra", livrando a Igreja de uma crise sem precedentes. Também não se trata de nenhuma conspiração idealizada por estruturas políticas contrárias aos valores do reino de Deus. Trata-se mais de uma ameaça à natureza própria da Igreja, ao significado de ser Igreja. Na verdade, o desafio que temos pela frente em relação à modernidade não é o de lutar pelas doutrinas evangélicas nem pela moral religiosa (embora continuem sendo temas importantes), mas o de preservar o propósito original da aliança de Deus com o seu povo, de conseguir simplesmente ser Igreja.

Quando olhamos para a realidade protestante da Europa pós-moderna, continente que foi o berço do protestantismo, percebemos a força devastadora da modernidade sobre a fé e a igreja. Aquilo que imperadores com seus exércitos ou mesmo homens com suas heresias não conseguiram ao longo destes quase dois mil anos de cristianismo, a modernidade conseguiu sem grandes esforços. Para nós, brasileiros, que experimentamos um momento de grande entusiasmo e crescimento evangélico, pode parecer pura especulação de mau gosto tratar deste tema como uma ameaça a uma igreja que nunca esteve tão sólida e segura da sua vocação. Talvez valesse a pena lembrar aqui as palavras do Senhor à igreja de Laodicéia"Pois dizes: Estou rico e abastado,e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tú és infeliz, sim, miserável, pobre,cego e nu".

A modernidade cega, empobrece e descaracteriza a Igreja.

Infelizmente, poucos têm se preocupado com este tema. Talvez, por se encontrar tão próximo de nós, o assunto esteja, ao mesmo tempo, mais distante do que nunca. Fazemos parte dele, somos beneficiados por ele e, sem que percebamos, somos conduzidos por ele. Nossos valores, cultura e religião são sutilmente influenciados e transformados pela modernidade, e absorvemos tudo isso sem nenhuma resistência. Somos hoje uma igreja moderna, não porque incluímos instrumentos modernos na nossa liturgia, mas porque incorporamos valores próprios de uma sociedade moderna. A secularização, o individualismo, a pluralização são algumas dessas novas realidades que têm mudado o cenário das relações humanas e religiosas.

Modernidade é o tema do livro. Sua abordagem é profética, feita por alguém que tem estado preocupado com este assunto já há algum tempo. É profética porque contêm os três elementos que considero indispensável numa profecia. Primeiro, compromisso com o passado, com os oráculos de Deus, com o propósito da aliança. Toda a profecia mantém sempre um pé no passado como referencial bíblico e histórico do chamado e vocação da Igreja.

Segundo, analisa, à luz do passado, os oráculos de Deus e de sua Palavra, o presente, procurando discernir a modernidade não por ela nem a partir dela, mas pela aliança de Deus com sua Igreja. Esta é, particularmente, uma tarefa difícil, principalmente em se tratando de uma igreja como a brasileira, que vive momentos de crescimento e euforia. Não estamos acostumados a lidar com o óbvio; a habilidade para discernir o presente e seus desdobramentos sobre o futuro exige uma visão mais acurada da realidade, visão esta que nos é dada como um dom do espírito Santo, que sempre nos pergunta: "O que vês ?". Terceiro, o profetismo bíblico aponta para os desdobramentos da modernidade sobre a Igreja e sua missão, caso esta não atente para os riscos inerentes a este processo.

A cultura moderna é o molde com o qual todos estamos fomos moldados e que somente podemos reconhecer, rejeitar e mudar por meio da perspectiva exterior de Deus em meio à nossa ignorância, uma ignorância agudizada, de certa forma, pelo excesso de informação". A dificuldade encontrada para discernir o mundo moderno é porque nós somos modernos. É preciso se posicionar como um observador crítico que analisa o processo de modernização de uma cultura e seus efeitos sobre a fé cristã. Esta análise é, ao mesmo tempo, sociológica e teológica. O sábio afirma que "não havendo profecia o povo se corrompe" (Pv. 29:18). Que o Senhor possa nos ajudar a discernir os sinais do mundo em que vivemos e servimos. Que Ele abra os nossos olhos para que vejamos aquilo que nem sempre é tão óbvio, e que nos prepare para o enfrentamento desta realidade que não pode ser definida como um "inimigo", mas que ameaça o futuro da Igreja.

(Copiado do livro: Icabode)

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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

CRESCEM OS CRENTES E CRESCEM OS PROBLEMAS

Algo vem me intrigando sobre a realidade brasileira: o rápido crescimento da Igreja Evangélica não tem sido acompanhado da redução dos problemas sociais, políticos, econômicos e morais. Algo deve estar errado...

O cristianismo evangélico não apenas conduz a um encontro pessoal com Jesus Cristo, único Senhor e Salvador, chamado de conversão ou novo nascimento, mas também, deve integrar o convertido a uma comunidade de fé, onde deve crescer à imagem de Cristo em santidade, temperamento, caráter, valores e propósitos, e aí ser enviado ao mundo como missionário.

O cristão deve ser sal e luz, ser diferente, reconstruir a cultura. Ser sal e luz implica participação: na família, empresa, comunidade, associações, Estado... para promover o reino de Deus. Ser diferente é fazer diferença, contra os sinais sociais do pecado e do principado das trevas: a porfia, injustiça, desonestidade, mentira, opressão. Em obediência ao seu mandato de reconstrutor da cultura, até o Dia Final, o cristão responde com misericórdia à dor humana e denuncia profeticamente as estruturas do mal.

Assim, um cristianismo genuíno conduz a uma equação direta: quanto maior for o crescimento do número de cristãos em um país, menores serão os seus índices de problemas. Caso contrário, há algo errado, parcial, ou distorcido no conhecimento bíblico, no discernimento pelo Espírito Santo, no aprendizado histórico, no sentido de vida, nos desdobramentos éticos, que incluem o exercício responsável da cidadania.

Uma salvação apenas para o outro mundo, para a alma isolada no templo curtindo a vida privada, batalhando com os anjos, buscando prosperidade insensível e irresponsável mostra que não houve salvação, doutrinação ou santificação. A Igreja não cresceu; inchou, imersa em sua superficialidade e inutilidade. Combatem-se os vícios individuais, mas não se combatem os vícios sociais. As igrejas evangélicas sofrem da ''síndrome de Adão": sem umbigo, não têm passado ou referência histórica. Sem passado não há lição acumulada, nem há futuro.

Se continuarmos assim, mesmo se chegarmos a 100% da população, a corrupção política, as desigualdades, a violência e a imoralidade não diminuirão. Não mudaremos se não quisermos mudar. Os tempos não são fáceis. Há um Império dominando o mundo, impondo uma ideia única, fechando a história, desqualificando as utopias.

Há massificação, desinformação, pressão e tentação em direção ao compremos e curtamos, que amanhã morreremos, ao materialismo prático do consumismo, que separa o templo do tempo, o individualismo e o discipulado. Há louvorzões de baixos conteúdos teológicos; sermões de rasos conteúdos bíblicos; culto-show em vez de liturgia; astros em vez de profetas.

Pr. Robinson Cavalcanti

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DEUS TEM TODO DIREITO DE ESTAR IRADO

“A ira de Deus é revelada do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça, pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.” Rm.1:18-19.

Deus está irado por causa do mal. Para muitos, isto é uma revelação. Alguns imaginam Deus tão rígido e tão ocupado em controlar os planetas, quem nem dá conta de nós. Ele não é assim.

Outros o imaginam como um pai coruja, cego às maldades de seus filhos. Errado.

Ainda outros insistem que ele nos ama tanto, que é incapaz de ficar bravo com nossas maldades. Eles não compreendem que o amor sempre aborrece o mal.

Muitos não entendem a ira de Deus, porque confundem ira divina com raiva humana. Ambas têm pouca coisa em comum. A ira dos homens é tipicamente auto-acionada, e inclinada a explosões de temperamento e atos violentos. Ficamos irados por havermos sido passados para trás, negligenciados ou enganados. Esta é a ira dos homens, não de Deus.

Deus não fica zangado por não havermos feito como Ele quis. Ele se ira porque a desobediência sempre resulta em autodestruição. Que tipo de pai se sentaria e assistiria seu filho ferindo-se a si próprio?

Que espécie de Deus faria o mesmo? Você acha que Ele dá risadinhas quando vê um adultério, ou se ri em silêncio de um assassinato? Pensa que ele olha para o outro lado, quando produzimos programas de entrevistas baseados em prazeres perversos? Imagina que Ele balança a cabeça e diz “humanos são humanos”?

Eu acho que não. Anote isto e sublinhe em vermelho: Deus está legitima e justamente irado. Deus é santo. Nossos pecados são uma afronta à sua santidade. Seus olhos são “tão puros, que não podem ver o mal, nem contemplar aqueles que andam errados” (Hc.1:13).

Deus está irado com o mal que arruina seus filhos. Contanto que Deus é Deus, Ele não pode ver com indiferença a sua criação ser destruída, e o seu santuário pisado.

Não temos desculpa, porque Deus se nos tem revelado através da criação.

Escreve o salmista: “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos”. (Sl.19)

Cada estrela é um anúncio. Cada folha, uma lembrança. As geleiras são megafones, as estações, capítulos da história; e as nuvens, estandartes. A natureza é uma canção de muitas partes, mas de um só tema e um só verso: Deus é.

Centenas de anos atrás, Tertuliano declarou: “Não foi a pena de Moisés que introduziu o conhecimento do Criador... A maior parte da humanidade, mesmo sem nunca ter ouvido o nome de Moisés, para não falar de seus livros, conheceu, não obstante, o Deus de Moisés. A natureza é a professora. Uma flor nas matas... uma concha vinda do mar... uma pena de uma ave do pântano... falariam a você de um Criador mesquinho?... Se eu lhe oferecer uma rosa, você não desprezará seu criador.”

A criação é a primeira missionária de Deus. Existem aqueles que nunca seguraram uma Bíblia, ou ouviram um trecho das Escrituras. Existem aqueles que morrem antes que um intérprete traduza a Palavra de Deus para a sua língua. Milhões viveram nos tempos antigos, antes de Cristo, e outros milhões vivem em terras distantes, longe dos cristãos, e há os simplórios, incapazes de compreender o Evangelho. O que reservaria o futuro a essas pessoas se nunca ouvissem de Deus?

O problema não é que Deus não fale; nós é que não o ouvimos. Deus diz que sua ira é dirigida contra qualquer coisa, ou qualquer um, que suprima o conhecimento da verdade. Deus ama seus filhos, e odeia aquilo que os destrói. Isto não significa que ele se encolerize, perca sua têmpera, ou seja emocionalmente imprevisível. Significa, simplesmente que Ele ama você, e odeia aquilo em que você se torna quando o desobedece. Chame isto de santa hostilidade. Um justo ódio do pecado. Um divino desgosto pelo mal que destrói seus filhos.

A questão não é “como ousa irar-se um Deus amoroso?”, mas antes, “Como poderia um Deus amoroso sentir menos que isso?”

(do livro: Nas garras da Graça)

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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

DEUS E NOSSAS ESCOLHAS

O bom piloto faz de tudo para levar os passageiros para casa. Vi um bom exemplo disso quando voava sobre o Missouri. A comissária de bordo nos disse para ficarmos sentados por causa de uma iminente turbulência. Era um vôo barulhento e o pessoal não obedeceu logo, de modo que ela voltou a nos avisar: “O vôo vai ficar turbulento. Para sua própria segurança, tomem seus lugares”.


A maioria obedeceu. Mas alguns não. Então ela mudou de tom: “Senhoras e senhores, para seu próprio bem, tomem seus lugares”. Pensei que todos estavam sentados. Mas, ao que parece, eu estava errado, pois a próxima voz que ouvimos foi a do piloto. “Este é o Capitão Brown. Há pessoas que se machucam indo ao sanitário em vez de ficarem em seus lugares. Vamos deixar bem claras as nossas responsabilidades. Meu trabalho é passar pela tempestade. A dos senhores é fazer o que eu mando. Agora sentem-se e apertem os cintos!”


Naquele instante abriu-se a porta do banheiro, um sujeito de rosto vermelho e sorriso amarelo saiu de lá e sentou-se na poltrona. Será que o piloto errou? O piloto foi insensível ou insensato? Não, pelo contrário. Ele preferiu ver o homem seguro e envergonhado a vê-lo ferido. Bons pilotos fazem de tudo para levar os passageiros para casa. É o que Deus faz. Deus faz de tudo para captar sua atenção. Não é essa a mensagem da Bíblia?


Apesar de todas as suas peculiaridades e singularidades, a Bíblia possui uma história simples. Deus fez o homem. O homem rejeitou a Deus. Deus não vai desistir até reconquistá-lo. Deus é tão criativo quanto incansável. É assim que João viu Jesus. O Evangelho de João possui dois temas: a voz de Deus e a escolha do homem. Jesus proclamando, até oferecendo, mas nunca forçando: Junto do paralítico: “Queres ficar curado?” (Jo.5:6); Olho no olho com o cego, agora curado: “Crê tu no filho de Deus?” (Jo.9:35). Deus vai sussurrar. Ele vai gritar. Ele vai tocar e puxar. Ele vai tomar nossas cargas; vai, até, tomar nossas bênçãos. Se houver mil degraus entre ele e nós, ele vai tirar todos, exceto um. Vai deixar o último para nós. A escolha é nossa.


Por favor, entenda. O alvo dele não é deixar você feliz. O alvo dele é fazer com que você seja dele. O alvo dele não é fazer você conseguir o que quer; é levá-lo para onde deve ir. E se isso significa um ou dois trancos para colocá-lo no lugar, que venham os trancos. Os desconfortos terrenos são uma bagatela se o troco é a paz celestial. Jesus disse: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo.16:33).


Como Jesus conseguia falar com tanta autoridade? Que lhe dava o direito de assumir o comando? Simples. Jesus, assim como o piloto, sabe de coisas que não sabemos e consegue ver o que não conseguimos.


Que sabia o piloto. Sabia pilotar um avião.


Que via o piloto? Nuvens tempestuosas à frente.


Que sabe Deus? Ele sabe pilotar a história.


Que vê Deus? Acho que você entendeu a mensagem.


Como precisamos aprender a confiar nele, pois acabamos nos esquecendo que Ele é o piloto e nós, seus passageiros. Nos esquecemos que Jesus veio para nos salvar e não para nos condenar.


Quando Ele lavou os pés dos discípulos, estava lavando os nossos; Quando acalmou a tempestade deles, estava acalmando as nossas; Quando perdoou Pedro, estava perdoando todos os arrependidos.

( Do livro: Ouvindo Deus na Tormenta - Max Lucado
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SALVOS DO VODU UNIVERSAL!

Ele se fez maldição em nosso lugar para nos livrar de todo Vodu no mundo...

Os termos que Jesus e Paulo usam para o diabo são de uma elegância pavorosa.

“Eis aí vem o Príncipe deste mundo...” “O Príncipe da Potestade do ar...”

E se diz que ele, tal criatura, caiu como relâmpago; que pode se transformar em anjo de luz; e que é dominador deste mundo tenebroso...

Jesus acabou com todo esse poder na Cruz.

Mas o diabo perdeu o poder?...

Não está ele vivo e ativo na terra?...

Como pode ter ele perdido o poder?...

Sim! O Príncipe perdeu o poder!

Na Cruz ele foi despojado de todos os seus instrumentos de tortura...; perdeu a mágica de seus alfinetes de Vodu.

Todavia, mesmo sem poder, o Príncipe controla o mundo pela culpa, pelo ódio, pela indiferença, pela ambição, pela volúpia, pela glória e pelo medo dos humanos...

Mais do que nunca o diabo depende, fundamentalmente, no mínimo, da passividade dos humanos...

Na Cruz esse poder acabou... Está feito. Mas quem não sabe, ainda viaja como um judeu marcado para morrer, sendo levado no trem do engano para um Campo de Concentração, embora Hitler já esteja morto e a guerra já tenha acabado...

Entretanto, a noticia do fim da Guerra não é jamais confirmada...

Os “aliados” continuam combatendo...

Ninguém crê que Hitler morreu...

Assim, o Hitler que os Aliados não deixam morrer..., ganhou um poder maior do que antes tinha...; pois, mesmo morto pelo poder da Cruz, é alimentado pelos “Aliados” alienados, e que não sabem como continuar a viver sem mais as neuroses da guerra...

Na sequência você poderá ver um vídeo que ilustra muito bem esse estado de passividade dos humanos ante o Vodu do diabo no mundo.

No fim o vídeo mostra que a luz do amor quebra todas as mandingas do inferno.

Sim, de modo lindo o vídeo ilustra a verdade que diz: “Aquele que não teve pecado, Deus o fez pecado por nós”; e mais: “Pelas Suas pisaduras fomos sarados”.

Na realidade, para quem olhar com olhos espirituais e de fé, o vídeo mostra que “Ele se fez maldição em nosso lugar”; mostra que Ele tomou sobre Si mesmo todo Vodu do mundo; e libertou os cativos.

Veja com olhos espirituais e discirna a lição; e mais: discernindo, creia e viva o bem de sua própria libertação.

Veja o vídeo abaixo [Demora uns 4 minutos. Tenha paciência. Valerá a pena.

A maldição foi quebrada para sempre!...

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domingo, 13 de setembro de 2009

ESTUDO SOBRE TABERNÁCULO


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